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30/09/2025
Lisboa
GET READY Energia. Segurança. Competitividade

 

A ELECPOR realizou no dia 30 de setembro o seu Encontro anual sob o mote “GET READY Energia. Segurança. Competitividade”.

A Sessão de Abertura esteve a cargo do Presidente do Conselho Diretivo da ELECPOR, Pedro Vasconcelos, que salientou a trajetória de transição energética de Portugal nos últimos 20 anos e a importância do setor para a competitividade da economia, fazendo também notar desafios atuais, como a excessiva carga fiscal sobre o setor; a necessidade de previsibilidade; e a urgência do investimento em redes.

Contou, também, com a intervenção do Secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, que partilhou a visão de Portugal enquanto destino atrativo para o investimento industrial, com energia limpa, acessível e estável, tendo destacado a transposição em curso das diretivas europeias, incluindo EMD e REDIII, assim como a preparação de condições para PPA entre produtores e grandes consumidores industriais e, ainda, a aprovação de investimentos relevantes para a resiliência e segurança do sistema, previstos no PDIRT-E.

Sendo os temas centrais da conferência a competitividade e reindustrialização e a segurança do abastecimento, o evento contou com a participação de três conferencistas:

  • André Anacleto, Partner da Mckinsey & Company, que destacou a oportunidade única para Portugal de liderar, na Europa, a transição energética e industrialização, com um potencial impacto no PIB de +15% em 2030, face a 2022, e identificou áreas de ação para o país prosseguir nesse caminho. Em antecipação da primeira mesa redonda sobre “A importância dos mercados de eletricidade para a promoção de investimentos”, foram lançadas algumas ideias para debate, como: sol a mais, valor a menos; necessidade de reforçar mercados de flexibilidade (tensão, inércia sintética, reserva, resposta da procura) abertos a todas as tecnologias; redes e digitalização como fatores críticos.

A primeira mesa-redonda, moderada pelo jornalista Pedro Carvalhas, teve a participação de Isabel Apolinário (ERSE), Joana Freitas (EDP Produção), Nuno Santos (The Navigator Company) e João Marques Mendes (PLMJ), centrando-se nos seguintes tópicos de debate: mercados de eletricidade (em particular, mercado spot; mercados de serviços de sistema; mercados de remuneração de capacidade); preços da energia e a relevância da contratação a prazo (como PPA e leilões CfD), tendo em vista a promoção de investimentos e uma maior competitividade; estabilidade e previsibilidade regulatória; o peso da carga fiscal sobre o setor elétrico em Portugal.

  • Leigh Hancher, Professora na Florence School of Regulation, abordou a recente Reforma da configuração do Mercado de Eletricidade da UE, na perspetiva da estabilidade do sistema e da segurança de abastecimento, e salientou o crescente enfoque da UE na autonomia estratégica em matéria de energia ao longo da cadeia de valor. Em antecipação ao debate da segunda mesa redonda sobre “A garantia de estabilidade do sistema elétrico e da segurança do abastecimento”, abordou a integração acelerada das energias renováveis; o papel da flexibilidade, do armazenamento, da modernização e digitalização das redes, bem como o desenho dos mecanismos de capacidade.

A segunda mesa-redonda, moderada pelo jornalista Pedro Carvalhas, teve a participação de Marina Serrano (AELEC), Perfeito Isabel (Turbogás), Pedro Furtado (REN) e Ricardo Bessa (INESC TEC), centrando-se o debate: na transformação que o setor da energia está a sofrer, com a produção de eletricidade cada vez mais descentralizada e as exigências que daí advêm para a gestão do sistema; o apagão que afetou a Península Ibérica a 28 de abril de 2025, causas, a atuação desenvolvida em Portugal e Espanha, e as medidas para reforçar a resiliência e flexibilidade do sistema elétrico; a importância da flexibilidade dos sistemas elétricos, e neste âmbito, a importância do armazenamento e da modernização, renovação e digitalização das redes elétricas; a aplicação de mecanismos de capacidade para a segurança do abastecimento e a situação diferenciada entre Portugal e Espanha.

  • Henrique Burnay, Senior Partner da Eupportunity, abordou o tema “Reindustrialização e Competitividade na Era da Eletrificação”, fazendo um enquadramento sobre as forças em jogo, em particular as transformações geopolíticas, no desenho das políticas que importam ao setor da energia, e as tensões europeias daí decorrentes. Da transição energética como modelo de desenvolvimento económico, à preocupação com as dependências como motor das políticas europeias atuais.”

As conclusões e encerramento do Encontro ELECPOR 2025, ficaram a cargo da Diretora-Geral, Maria João Coelho, que em interação com o moderador Pedro Carvalhas, fez um breve resumo das ideias-chave abordadas ao longo da manhã e terminou destacando o espaço de diálogo, proporcionado pela conferência, entre diferentes agentes, entidades e stakeholders do setor elétrico – produtores, consumidores, regulador, investigadores e decisores políticos, e a importância da cooperação entre os diversos intervenientes, sendo a transição energética, a eletrificação, a descarbonização e a segurança de abastecimento responsabilidades coletivas.

Deu-se por encerrado o Encontro ELECPOR 2025, com votos de novo reencontro em 2026.

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