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21/10/2026
Lisboa
“FULL POWER 2026. Acelerar a eletrificação”

A ELECPOR realizou, no dia 21 de outubro, o seu Encontro anual ELECPOR FULL POWER 2026. Acelerar a eletrificação. 

 

A ELECPOR realizou, no dia 21 de outubro, o seu Encontro anual ELECPOR FULL POWER 2026. Acelerar a eletrificação, tendo contado com o importante apoio dos seguintes patrocinadores: AFRY; MERLIN Properties; Siemens Energy; e VdA Vieira de Almeida.

A Sessão de Abertura esteve a cargo do Presidente do Conselho Diretivo da ELECPOR, Duarte Bello, que deixou uma mensagem de confiança. Destacou que Portugal já demonstrou que consegue transformar a forma como produz eletricidade, sendo o próximo desafio transformar essa vantagem energética numa vantagem económica para o país.

A conferência teve como temas centrais os desafios geopolíticos e energéticos, os preços das energia, a segurança do abastecimento, a estabilidade e a flexibilidade dos sistemas elétricos. Abordou-se ainda o papel da Península Ibérica no panorama energético europeu e global, bem como o cenário pós-2030. Foram realizadas 5 sessões moderadas pelo jornalista Pedro Santos Guerreiro.

A primeira sessão contou com a participação de Catharina Sikow-Magny (Florence School of Regulation), Chloé Le Coq (University Paris Panthéon-Assas), e Jorge Vasconcelos (NEWES), numa mesa redonda sobre Desafios geopolíticos e energéticos no contexto europeu, que nos recordou a importância estratégica da eletrificação e que esta transformação exige uma evolução das políticas e dos mercados de energia, uma vez que temos hoje um sistema elétrico profundamente diferente daquele para o qual muitos dos instrumentos foram concebidos. Antes da mesa redonda, assistimos a duas apresentações iniciais, onde Catharina Sikow-Magny sublinhou a importância de dar prioridade à implementação, e Chloé Le Coq destacou a necessidade de valorizar a flexibilidade.

Seguiu-se a sessão sobre Preços da energia, do investimento à eletrificação, tendo sido realizada uma mesa redonda com Ana Estanqueiro (LNEG), Miguel Ribeiro (BA Glass), Ricardo Estima (Schneider Electric) e Rui Afonso (Iberdrola), onde se debateu como conciliar preços competitivos, investimento e eletrificação, e o papel da tecnologia e da flexibilidade para empresas e consumidores.

A terceira sessão foi dedicada a Segurança do abastecimento, estabilidade e flexibilidade. Contou com uma apresentação inicial de Ignacio Cobo (AFRY) que procurou responder à pergunta de quanta capacidade e flexibilidade precisamos, tendo servido de enquadramento à mesa-redonda com Agostinho Figueira (EEM), João Faria Conceição (REN) e Pedro Godinho Matos (Siemens Energy), onde se debateram soluções que podem contribuir para um sistema elétrico seguro e flexível.

Na parte da tarde, a quarta sessão centrou-se no Exemplo ibérico na transição energética. Iniciou-se com uma apresentação de Ana Barillas (Aurora Energy Research) que nos permitiu olhar para o futuro e como a Península Ibérica se pode manter na linha da frente. Na mesa-redonda que se seguiu, Alexandre Santos (DGEG), Maria do Carmo Figueira (APA), Filipe Vasconcelos Fernandes (VdA), José Julio Pérez González (MERLIN Properties) e Hugo Costa (EDP) debateram as condições para que o potencial renovável ibérico se traduza em investimento e no desenvolvimento de novas atividades económicas como os centros de dados.

A última sessão foi intitulada “Beyond 2030. Transformar para liderar”, onde contamos com Antonio Andreoni (SOAS University of London) que nos convidou a olhar para além de 2030, partilhando uma perspetiva mais ampla sobre a transformação económica e industrial necessária e reforçando a importância de articular a política energética com a política industrial, de antecipar necessidades de investimento, infraestruturas e competências.

Nas Conclusões da conferência, Maria João Coelho, Diretora-Geral da ELECPOR, destacou a necessidade de capacidade de concretização como uma das notas principais do dia no caminho da eletrificação. Assinalou, neste âmbito, o estudo em desenvolvimento pela ELECPOR relativo à evolução da procura de eletricidade em Portugal. Destacou que o crescimento, hoje já na ordem dos 3%, e a perspetiva de crescimento acrescido com a entrada de nova procura, como de centros de dados, são sinais positivos e que constituem uma oportunidade para a economia e para o setor, onde a capacidade de concretização será fundamental. E se a procura está a acelerar, a oferta deve acelerar também, através de soluções de flexibilidade (com impacto mais imediato), como mercados de serviços de sistema e aumento do armazenamento, e em paralelo, através de investimentos estruturais em nova capacidade de renovável, redes e disponibilidade de capacidade firme.

Na Sessão de Encerramento, Jean Barroca, Secretário de Estado Adjunto e da Energia, estruturou o seu discurso em torno de três grandes temas: (i) reforçar a oferta dos recursos energéticos renováveis e endógenos, (ii) eletrificação da procura, e (iii) a necessidade de criar as condições para executar os projetos com rapidez, com maior segurança e com concorrência.

Deu-se por encerrado o Encontro ELECPOR FULL POWER 2026, com votos de novo reencontro em 2027.

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