A ELECPOR realizou no dia 30 de setembro o seu Encontro anual sob o mote “GET READY Energia. Segurança. Competitividade”.
A Sessão de Abertura esteve a cargo do Presidente do Conselho Diretivo da ELECPOR, Pedro Vasconcelos, que salientou a trajetória de transição energética de Portugal nos últimos 20 anos e a importância do setor para a competitividade da economia, fazendo também notar desafios atuais, como a excessiva carga fiscal sobre o setor; a necessidade de previsibilidade; e a urgência do investimento em redes.
Contou, também, com a intervenção do Secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, que partilhou a visão de Portugal enquanto destino atrativo para o investimento industrial, com energia limpa, acessível e estável, tendo destacado a transposição em curso das diretivas europeias, incluindo EMD e REDIII, assim como a preparação de condições para PPA entre produtores e grandes consumidores industriais e, ainda, a aprovação de investimentos relevantes para a resiliência e segurança do sistema, previstos no PDIRT-E.
Sendo os temas centrais da conferência a competitividade e reindustrialização e a segurança do abastecimento, o evento contou com a participação de três conferencistas:
A primeira mesa-redonda, moderada pelo jornalista Pedro Carvalhas, teve a participação de Isabel Apolinário (ERSE), Joana Freitas (EDP Produção), Nuno Santos (The Navigator Company) e João Marques Mendes (PLMJ), centrando-se nos seguintes tópicos de debate: mercados de eletricidade (em particular, mercado spot; mercados de serviços de sistema; mercados de remuneração de capacidade); preços da energia e a relevância da contratação a prazo (como PPA e leilões CfD), tendo em vista a promoção de investimentos e uma maior competitividade; estabilidade e previsibilidade regulatória; o peso da carga fiscal sobre o setor elétrico em Portugal.
A segunda mesa-redonda, moderada pelo jornalista Pedro Carvalhas, teve a participação de Marina Serrano (AELEC), Perfeito Isabel (Turbogás), Pedro Furtado (REN) e Ricardo Bessa (INESC TEC), centrando-se o debate: na transformação que o setor da energia está a sofrer, com a produção de eletricidade cada vez mais descentralizada e as exigências que daí advêm para a gestão do sistema; o apagão que afetou a Península Ibérica a 28 de abril de 2025, causas, a atuação desenvolvida em Portugal e Espanha, e as medidas para reforçar a resiliência e flexibilidade do sistema elétrico; a importância da flexibilidade dos sistemas elétricos, e neste âmbito, a importância do armazenamento e da modernização, renovação e digitalização das redes elétricas; a aplicação de mecanismos de capacidade para a segurança do abastecimento e a situação diferenciada entre Portugal e Espanha.
As conclusões e encerramento do Encontro ELECPOR 2025, ficaram a cargo da Diretora-Geral, Maria João Coelho, que em interação com o moderador Pedro Carvalhas, fez um breve resumo das ideias-chave abordadas ao longo da manhã e terminou destacando o espaço de diálogo, proporcionado pela conferência, entre diferentes agentes, entidades e stakeholders do setor elétrico – produtores, consumidores, regulador, investigadores e decisores políticos, e a importância da cooperação entre os diversos intervenientes, sendo a transição energética, a eletrificação, a descarbonização e a segurança de abastecimento responsabilidades coletivas.
Deu-se por encerrado o Encontro ELECPOR 2025, com votos de novo reencontro em 2026.
Reveja os principais momentos do Encontro